segunda-feira, 15 de julho de 2024
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INVASÃO E MORTES EM PEIXOTO

Delegada: suposta ameaça não justifica ato bárbaro; banho de sangue poderia ter sido pior

"O proprietário da casa não teve sua vida ceifada por circunstância alheias à vontade da suspeita", disse delegada

THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO

Responsável pela investigação do ataque que terminou com dois mortos e um ferido em Peixoto de Azevedo, a delegada Anna Paula Marien afirmou que a suposta ameaça recebida pela pecuarista Inês Gemilaki, não justifica o “ato bárbaro” que ela e sua família cometeram.

Em entrevista ao Jornal da Rádio CBN Cuiabá na manhã desta quinta-feira (25), Marien disse que cinco horas antes do crime, Inês compareceu à delegacia alegando ter sido ameaçada pelo dono da residência que foi invadida. Veja a entrevista completa AQUI.

A casa foi alugada por muitos anos pela pecuarista, que teria saído do local deixando dívidas, o que gerou desavenças entre os dois. Boatos que circulam na cidade dão conta que o proprietário teria prometido recompensa pela morte dela e membros de sua família.

“Ela [Inês] esteve aqui [delegacia] no domingo de manhã, registrou esse boletim de ocorrência de ameaça, e quatro ou cinco horas depois nós fomos surpreendidos com aqueles vídeos. Até por isso [presença dela na delegacia] nós identificamos muito rapidamente de quem se tratava”, afirmou.

“Mas, eu quero deixar claro o seguinte: mesmo que essa ameaça tenha ocorrido não justifica o ato bárbaro que veio em seguida. O banho de sangue poderia ter sido muito pior. O proprietário da casa não teve sua vida ceifada por circunstância alheias à vontade da suspeita, um problema na arma, que nós ainda não identificamos o porquê”, acrescentou.

Na ocasião morreram Pilson Pereira da Silva, de 65 anos, e Rui Luiz Bogo, de 57. Um padre que também estava na residência ficou ferido.

Além de Inês, foram presos o filho dela, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, o marido Márcio Ferreira Gonçalves e o cunhado, Eder Gonçalves Rodrigues.

Ainda na entrevista, a delegada destacou o trabalho célere da Polícia Civil na prisão dos suspeitos e que não há impunidade para quem comete crimes.

“As prisões mostram para a população que Polícia Civil sempre vai fazer tudo da melhor forma, olhando fatos e agindo legalmente para punir quem pratica fatos. Nós não vemos classe social, cor de pele. Nós lutamos para que a população do norte de Mato Grosso se sinta segura”, finalizou.

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