O analista político Vinicius de Carvalho vê como limitada a chapa formada pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV) e o ex-presidente da Limpurb, Vanderlúcio Rodrigues (PP) para a disputa ao Governo do Estado. Segundo ele, o ideal seria ter um candidato do interior para conquistar votos fora de Cuiabá.
Márcia e Vanderlúcio foram oficializados como candidatos a governadora e vice, respectivamente, pela Federação Brasil de Esperança (formada por PV, PT e PCdoB).
“É uma chapa para Prefeitura, não para Governo. Os dois são de Cuiabá. Manda a sabedoria política de que quando o governador é daqui, o vice tem que ser do interior e vice versa”, disse.
“Isso demonstra uma dificuldade do [prefeito] Emanuel Pinheiro de montar uma chapa mais encorpada. Vanderlúcio não puxa voto. Ele e a Márcia são do Emanuel. Márcia e Vanderlúcio nunca disputaram nenhuma eleição. É uma chapa muito limitada em termos de densidade eleitoral”, acrescentou.
Para Carvalho, o que Emanuel, na verdade, quer provar é que consegue vencer do governador e candidato à reeleição, Mauro Mendes (União) na Capital.
“O que Emanuel quer demonstrar é esse embate direto com o Mauro de que quem manda aqui [Cuiabá] são os Pinheiros. Mas, não vai ser fácil ganhar do Mauro na Capital, por que a maior parte dos candidatos a deputados federais que são de Cuiabá estão com Mauro”, disse.
O analista político avaliou que Márcia pode crescer um pouco no interior com ajuda do candidato ao Senado, Neri Geller (PP) e do candidato à Presidência, Lula (PT). Ele declarou, porém, que ela não deve passar de 15% dos votos válidos no Estado.
“O Neri e o Lula vão ajudar a interiorizar. Lula apareceu na última pesquisa com 33% dos votos em Mato Grosso. Não consegue transferir tudo porque para o eleitor petista mesmo é complicado votar em uma chapa Marcia e Neri, que é uma chapa que não tem identidade com o PT”, concluiu.
Thaiza Assunção – Da Redação