A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, do PL, na manhã desta sexta-feira (15). Agentes estiveram na casa do pré-candidato ao Senado, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital.
Castro é um dos alvos de uma operação que cumpre 17 mandados de busca e apreensão. O caso está relacionado ao escândalo da Refinaria de Manguinhos, a Refit.
A refinaria é investigada em operações que apuram suspeitas de fraude fiscal e importação irregular de combustíveis. As autoridades apontam indícios de que a unidade operaria como uma “refinaria fantasma”, simulando atividades de refino e importando derivados praticamente prontos para reduzir a carga tributária.
De acordo com a PF, a Operação Sem Refino apura a atuação de um conglomerado econômico do setor de combustíveis suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos para o exterior.
As investigações também apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação da refinaria vinculada ao grupo.
Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A Justiça também determinou a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol.
Além disso, houve o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e às conexões desses grupos com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
A operação contou com apoio técnico da Receita Federal.
O Rio de Janeiro está sem governador oficial desde 23 de março, quando Castro renunciou um dia antes de ser condenado pelo TSE à inelegibilidade. Desde então, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, comanda o estado interinamente.
O governo do Rio também está na mira das investigações do caso Banco Master, após aportes de cerca de R$ 1 bilhão feitos pelo Rioprevidência e de mais de R$ 230 milhões pela Cedae. A operação desta sexta-feira, no entanto, não tem relação com esses episódios.
A CBN procurou a defesa de Cláudio Castro e aguarda uma posição.
