O ex-secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge, rebateu as declarações do prefeito Abilio Brunini (PL) sobre supostas irregularidades e um possível rombo de até R$ 80 milhões na compra de livros didáticos. Monge assegurou que todos os processos de compra foram avalizados pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e pelo setor de aquisições da prefeitura.
As acusações vieram à tona após Abilio publicar um vídeo nas redes sociais anunciando uma auditoria interna e o envio de relatórios a órgãos como a Polícia Federal e o TCU. O prefeito apontou que o município já havia empenhado R$ 21 milhões em livros e que suspeitava de superfaturamento e baixa qualidade do material, sugerindo que os textos teriam sido produzidos por Inteligência Artificial (IA).
“Todas as compras que fizemos tiveram o respaldo da procuradoria do município e da Secretaria de Aquisições. E elas nunca detectaram irregularidades. Então, que o prefeito investigue mesmo”, desafiou o ex-secretário.
Monge também ironizou a tese de que os materiais foram criados por robôs. “Acho que essa questão o prefeito tem que tratar com as editoras e não comigo. Mas não quero entrar no mérito. E, como o prefeito não citou o meu nome diretamente, não vou entrar nesta narrativa”, completou.
Alerta partiu da oposição
Apesar de o prefeito ter chamado para si o protagonismo da denúncia nesta semana, o caso já vinha sendo explorado por opositores. No mês passado, a influenciadora digital Giselly Fortes denunciou o caso nas redes sociais — ocasião em que o próprio Abilio chegou a comentar na publicação cobrando o nome dos livros.
A denúncia foi levada ao vereador de oposição Dídimo Vovô (PSB), que protocolou requerimentos cobrando cópias dos procedimentos administrativos. Segundo o parlamentar, os dados das compras de materiais didáticos e literários foram omitidos do Portal da Transparência da prefeitura.
