O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou nesta terça-feira (14) a nomeação de Mateus Silva para comandar a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Ele substitui Jeferson Neves, que deixou o cargo na segunda-feira (13).
Mateus integrava a atual gestão como secretário-adjunto de Obras e também exercia a função de secretário-adjunto de Educação.
Ao anunciar a mudança, Abilio afirmou que a saída de Jeferson ocorreu em comum acordo e fez elogios ao trabalho desempenhado pelo ex-secretário à frente da pasta.
“Eu acho que o Jefferson é um gigante secretário, é um cara fantástico, qualificado demais. Para qualquer lugar que eu for, vou falar muito bem dele, porque é um cara que eu tenho orgulho de ter participado da nossa gestão. É competente e eu entendo as necessidades dele. Lá na frente, quem sabe, as portas estão abertas para voltar”, declarou.
Segundo o prefeito, Jeferson comunicou pessoalmente o desejo de deixar a administração para se dedicar à família durante o período eleitoral. Abilio disse que compreendeu a decisão e afirmou que o ex-secretário deixa o governo com o reconhecimento pelo trabalho realizado.
Pressão política
A versão apresentada pelo prefeito, porém, diverge da apresentada pela vereadora Michelly Alencar (União), esposa de Jeferson Neves.
Nesta terça-feira, a parlamentar afirmou que o marido também deixou o cargo após sofrer pressão de aliados de Abilio em meio à disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá.
Segundo Michelly, a permanência de Jeferson na Prefeitura passou a ser condicionada ao posicionamento político dela na eleição da Mesa Diretora. A vereadora afirma que se recusou a apoiar a tentativa de reeleição da presidente da Câmara, Paula Calil (PL), candidata apoiada pelo prefeito.
“O meu marido vinha sofrendo uma certa pressão, sim. Como eu não estava no grupo do prefeito, ele compunha o staff da prefeitura e os aliados do prefeito começaram a cobrar”, declarou.
Nos bastidores, vereadores da base atribuem a exoneração de Jeferson ao acirramento da disputa pela presidência da Câmara. Já a Prefeitura sustenta que a saída ocorreu de forma consensual, a pedido do próprio ex-secretário.
