O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) opera com menos da metade da capacidade em Cuiabá e Várzea Grande. Atualmente, apenas cinco das 12 unidades estão em funcionamento, segundo denúncia do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), Carlos Mesquita.
O motivo da paralisação de sete veículos seria o desligamento de 56 servidores sem a devida substituição. De acordo com os trabalhadores, a carência de pessoal já reflete na demora dos atendimentos. Em um caso recente no Parque das Águas, um operário que caiu de quatro metros de altura teria esperado mais de 30 minutos pelo socorro.
Bases importantes como as do Pedra 90, São João Del Rey e Parque Cuiabá, na Capital, além do Cristo Rei e São Mateus, em Várzea Grande, estão entre as afetadas. As motolâncias também estão fora de circulação há dias.
Na Assembleia Legislativa, a categoria cobra providências imediatas do Governo do Estado e da Casa Civil. Embora o secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, tenha uma oitiva marcada para o dia 22 na AL, o sindicato afirma que a situação exige urgência e que o gestor tem sido “intransigente”.
Os profissionais descartam greve no momento, uma vez que o serviço já está reduzido na prática por falta de equipes. Caso não haja solução, o grupo planeja mobilizações e panfletagens para alertar a população sobre o sucateamento do serviço.
