Com o conflito no Oriente Médio prestes a completar sete semanas desde seu início, em 28 de fevereiro, as sucessivas escaladas de tensão têm ampliado as preocupações sobre os impactos no comércio internacional – especialmente para regiões fortemente dependentes das exportações do agronegócio, como Mato Grosso. De acordo com levantamento da Lifetime, cerca de 12% de tudo o que o Estado exporta tem como destino países do Oriente Médio, uma fatia significativa da pauta mato-grossense e sensível a cenários de instabilidade prolongada.
Entre esses mercados (Oriente Médio), o Irã se destaca como o segundo principal destino da região, respondendo por quase 3,0% de todas as vendas externas do Estado, seguido pela Arábia Saudita, quarta colocada, com aproximadamente 1,5% das exportações locais. Em ambos os casos, o milho é o principal produto enviado, reforçando a importância estratégica dessa commodity para a balança comercial estadual.
O levantamento aponta que diante da instabilidade geopolítica, a exportação de produtos agrícolas – especialmente o milho – pode enfrentar atraso, redução de demanda ou adiamento de compras por parte dos países envolvidos no conflito. Essa sensibilidade ocorre porque o Oriente Médio é um mercado estruturado para importação de alimentos e tende a reavaliar suas operações logísticas e comerciais em períodos de tensão militar.
Possíveis efeitos
Para a economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos, Marcela Kawauti, embora o risco exista, é necessário cautela nas projeções. Ela destaca que os efeitos de conflitos geopolíticos sobre a economia e o comércio exterior não são automáticos, e que a magnitude de uma possível queda das exportações dependerá diretamente da combinação entre duração e intensidade da guerra.
“As exportações do Mato Grosso para o Oriente Médio são bastante relevantes e o milho tem peso significativo nessa relação comercial. Se a guerra se prolongar ou se intensificar, o comércio externo pode ser prejudicado. Mas, se houver uma solução rápida ou redução expressiva da tensão, o impacto tende a ser bem menor”, explica Kawauti.
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