terça-feira, 16 de julho de 2024
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HOMICÍDIO SIMPLES

MPE denuncia militar por matar assaltante que roubou sua casa em Cuiabá

Promotor de Justiça ainda pediu indenização para "reparação dos danos" causados à família do morto

THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO 

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o tenente-coronel da Polícia Militar Otoniel Gonçalves Pinto pelo crime de homicídio contra o Luanderson Patrik Vitor de Lunas, que participou de um assalto à sua casa.

O documento é assinado pelo promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins, do Núcleo de Defesa da Vida.

Ele ainda pediu indenização para “reparação dos danos” causados à família do morto.

O caso aconteceu no dia 28 de novembro do ano passado, no bairro Santa Maria, em Cuiabá, após o militar deixar seus filhos na escola.

Conforme a denúncia, Otoniel foi surpreendido pelo comparsa de Luanderson já dentro do imóvel e armado.

Em seguida, o assaltante conduziu o militar para o primeiro andar do imóvel, onde também rendeu a esposa e o sogro da vítima e subtraiu diversos objetos pessoais dos moradores.

Ao final da ação, conforme a denúncia, o policial foi obrigado a abrir o portão da residência para o assaltante sair.

“Contudo, enquanto o suspeito deixava a residência, Otoniel retornou ao interior do imóvel, pegou sua arma de fogo funcional, que estava em cima da geladeira, e foi até a calçada da casa com o intuito de abordar os assaltantes”, relatou o MPE.

Neste instante, o assaltante entrou em um Chevrolet Corsa, onde Luanderson o aguardava para fugir.

“Todavia, antes que a vítima e seu comparsa pudessem concluir a fuga, Otoniel Gonçalves Pinto, valendo-se de sua arma de fogo funcional, efetuou 08 (oito) disparos contra o veículo, dos quais 01 (um) acabou por atingir a vítima na base da cabeça, entre a 1ª e a 2ª vértebra cervical, rompendo totalmente a medula espinhal”, disse o MPE.

“Ante o exposto, o Ministério Público Estadual denuncia Otoniel Gonçalves Pinto como incurso no artigo 121, caput, do Código Penal (homicídio simples), requerendo que, recebida e autuada esta inicial, seja ele citado para responder à acusação, prosseguindo o feito nos seus ulteriores atos, com regular instrução, pronúncia para, ao final, ser condenado pelo E. Tribunal do Júri Popular”, conclui o promotor.

 

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