segunda-feira, 22 de abril de 2024
InícioCidadesPolícia abre 13 procedimentos para investigar 'fura fila' na vacinação em Cuiabá

Polícia abre 13 procedimentos para investigar ‘fura fila’ na vacinação em Cuiabá

Há, por exemplo, suspeita de uso de dados de pessoas falecidas para o cadastro em grupo prioritário

Treze procedimentos investigatórios para apurar supostas irregularidades denunciadas na vacinação da Covid-19 foram instaurados pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), da Polícia Civil.

As investigações tem o objetivo de apurar possíveis situações de ‘fura-fila’ na ordem estabelecida para a vacinação.

As investigações iniciaram após a Polícia Civil requisitar dados de outros órgãos públicos e passar a receber denúncias e informações enviadas pela Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Cuiabá e pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE).

De acordo com o delegado da Decon, Rogério Ferreira, na lista das possíveis irregularidades denunciadas estão o cadastro em grupos prioritários de pessoas que não estavam incluídas neles; a presença em lista de unidades de saúde de pessoas que não são profissionais da área; e até a suspeita da utilização de dados de pessoas falecidas para o cadastro em grupo prioritário.

Segundo a Polícia Civil, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá tem denunciado todos os casos suspeitos e vem prestando apoio necessário às investigações da Decon.

Segundo o delegado Rogério Ferreira, se as denúncias forem confirmadas, os suspeitos podem responder por crime contra a saúde pública com pena de até um ano de prisão.

Eles podem ser responsabilizados ainda, por crimes contra a fé pública, como falsidade ideológica ou o uso de documento falso, com penas que podem chegar aos seis anos de prisão.

Rogério Ferreira lembra ainda que com a abertura da vacinação contra o coronavírus para pessoas com menos de 60 anos de idade e que tenham os problemas de saúde especificados pelo Poder Público, aumenta a possibilidade da apresentação de atestados ou outros documentos falsos por pessoas saudáveis que queiram furar a fila da vacinação, e profissionais da saúde que fornecerem atestados falsos podem responder por crime contra a fé pública com pena de até um ano de prisão.

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