terça-feira, 19 de maio de 2026
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BANCO DOS RÉUS

Após dezenas de recursos, Carlinhos Bezerra vai a julgamento em julho por duplo homicídio

Filho de ex-deputado enfrentará o banco dos réus 1.266 dias após executar Thays Machado e Willian Moreno a tiros em Cuiabá

O feminicida Carlos Alberto Gomes Bezerra, de 59 anos, enfrentará o júri popular no dia 7 de julho, exatamente 1.266 dias após o assassinato de sua ex-companheira, Thays Machado, de 44 anos, e do namorado dela, Willian Cesar Moreno, de 30 anos. A data do julgamento foi definida pela 1ª Vara Criminal de Cuiabá e a sessão está programada para iniciar às 9h, no Fórum da Capital.

A marcação do júri ocorre após a defesa do réu esgotar dezenas de recursos na tentativa de adiar ou transferir o julgamento. O último deles, um pedido de desaforamento para que o caso fosse julgado em outro estado, foi negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso no dia 17 de abril. Esse recurso mantinha a ação penal suspensa desde 27 de agosto de 2025. Como o processo tramita em segredo de Justiça, ainda não há confirmação se o acesso da imprensa será liberado no plenário.

O perito Thyago Machado, irmão de Thays, afirmou que o julgamento será um marco no combate à violência contra a mulher no estado e cobrou uma resposta dura do Judiciário. A expectativa da família é que o júri seja público para transmitir um recado claro à sociedade de que crimes dessa natureza não fiquem impunes, servindo como ferramenta para coibir novos feminicídios.

O crime

O duplo homicídio chocou a Capital em 18 de janeiro de 2023. Carlos Alberto, conhecido como Carlinhos Bezerra, perseguiu o casal desde o Aeroporto Marechal Rondon e, horas depois, executou os dois a tiros de pistola em plena via pública, em frente ao edifício onde morava a mãe de Thays, no bairro Consil.

Thays foi baleada enquanto conversava com a filha adolescente pelo celular. Willian ainda tentou correr do atirador, mas foi atingido pelas costas e caiu morto na calçada. O assassino foi preso em flagrante horas depois, em uma fazenda da família em Campo Verde. Após ter o benefício da prisão domiciliar revogado por descumprimento de medidas, o réu cumpre a prisão preventiva na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

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