O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, recebeu a denúncia e tornou réus o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, e outros cinco investigados no âmbito da Operação Bilanz. O grupo é acusado de envolvimento em um esquema que gerou um rombo de R$ 400 milhões nas contas da cooperativa.
A decisão, assinada na última sexta-feira (24), aponta Rubens de Oliveira como o suposto líder do esquema. Ele responderá pelos crimes de gestão fraudulenta, apropriação indébita e lavagem de dinheiro. Além do ex-presidente, viraram réus ex-diretores, assessores e um empresário envolvido em movimentações financeiras irregulares.
Balanço “maquiado”
As investigações da Polícia Federal revelaram que o balanço contábil de 2022 teria sido manipulado para esconder a crise financeira. Inicialmente, a gestão apresentou um saldo positivo de R$ 370 mil, mas auditorias posteriores detectaram inconsistências que somam R$ 400 milhões.
Entre as irregularidades listadas estão contratos fraudulentos, antecipação indevida de pagamentos, favorecimento de fornecedores e obras realizadas sem autorização da assembleia geral.
Delação e arquivamentos
O magistrado também homologou o acordo de colaboração premiada da médica Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, ex-diretora administrativa. Caso seja condenada, ela poderá receber benefícios como perdão judicial ou redução de pena. Por outro lado, a Justiça determinou o arquivamento parcial da denúncia contra a contadora Tatiana Gracielle Bassan Leite por falta de provas.
Confira a lista dos réus:
Rubens Carlos de Oliveira Júnior: Ex-presidente da Unimed Cuiabá;
Jaqueline Proença Larrea Mees: Ex-assessora jurídica;
Eroaldo de Oliveira: Ex-consultor executivo;
Ana Paula Parizotto: Ex-superintendente administrativa e financeira;
Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma: Ex-diretora administrativa financeira (delatora);
Erikson Tesolini Viana: Sócio-administrador da Arche Negócios Ltda.
