Cuiabá registrou um aumento de 78,3% na média semanal de casos confirmados de Leishmaniose Visceral Canina entre janeiro e março de 2026. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o número de diagnósticos saltou de 6,0 para 10,7 casos por semana em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando 118 cães infectados em apenas 11 semanas.
O cenário é de alerta, já que a doença também atinge humanos. Neste ano, duas notificações foram registradas em moradores da capital: uma já confirmada e outra sob investigação. A transmissão ocorre pela picada do mosquito-palha, que se reproduz em locais com acúmulo de lixo e matéria orgânica.
Reforço nas ações
Diante do avanço da doença, a Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) reforçou as ações de controle e disponibiliza testagem gratuita para todos os cães da cidade. Tutores devem observar sintomas como emagrecimento, lesões na pele, queda de pelos e crescimento anormal das unhas nos animais.
Raiva e vacinação
O boletim também traz atualizações sobre a Raiva. Até março, 828 doses da vacina antirrábica foram aplicadas e 436 pessoas buscaram atendimento médico após incidentes com animais. Destes, 66 casos foram classificados como graves, exigindo o protocolo completo de soro e vacina.
A SMS realizou ainda 37 investigações em animais com suspeita da doença, incluindo morcegos e animais silvestres, para monitorar a circulação do vírus na zona urbana.
Serviço A vacinação antirrábica e orientações sobre leishmaniose podem ser encontradas na Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), de segunda a sexta, das 8h às 17h, além dos hospitais veterinários da UFMT e da Unic (mediante agendamento).
