Motoristas e entregadores por aplicativo realizaram um protesto em Cuiabá, na manhã desta terça-feira (14), contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/2025. O grupo se concentrou no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e seguiu em carreata pelas principais avenidas da Capital, integrando um movimento nacional que exige mudanças no texto que regulamenta a categoria.
A pressão surtiu efeito em Brasília: a votação do projeto, que estava prevista para hoje na Câmara dos Deputados, foi retirada de pauta a pedido do Governo Federal. O recuo ocorreu após lideranças dos trabalhadores denunciarem que o relatório final favorecia as grandes plataformas (como Uber, 99 e iFood) em detrimento dos ganhos reais dos profissionais.
Entre os principais pontos de discórdia está o valor mínimo das corridas. Enquanto o projeto propunha um piso de R$ 8,50 para entregas de até 4 km, a categoria exige R$ 10,00. No caso dos motoristas de carro, a ausência de uma tarifa mínima garantida no último relatório também gerou revolta. Os trabalhadores defendem a edição de uma Medida Provisória que garanta direitos sem retirar a autonomia.
Em Cuiabá, os manifestantes alegam que a proposta atual precariza ainda mais o serviço e aumenta a carga tributária sem contrapartida justa. Com o adiamento da votação, a expectativa é que o debate seja retomado apenas após o período eleitoral, sob forte vigilância dos sindicatos e associações de classe.
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