THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (União) defendeu, nesta terça-feira (6), o projeto de lei que proíbe a pesca predatória por cinco anos em Mato Grosso.
A medida, de autoria do próprio Governo do Estado, já foi aprovada em primeira votação na Assembleia Legislativa. Para valer, precisa ser aprovada em uma segunda votação.
“Ninguém aqui tem dúvida de que os peixes estão acabando em Mato Grosso. Só tem dúvida quem nunca foi pescar há 10, 20, 30 anos e foi pescar nos últimos tempos. Não é pouco comum você ouvir relato de pessoas que foram pescar e não pegou nada”, disse Mendes.
Segundo Mendes, o turismo de pesca é algo que pode gerar riquezas muito maiores para Mato Grosso, para sociedade e para os pescadores profissionais.
“Nós temos relatos, de algumas regiões de Mato Grosso, em que esses profissionais trabalhando como guias, como piloteiros em pousadas turísticas, ganham salários e remunerações muito melhores”, declarou.
“Se recuperarmos nossos rios e nos dedicarmos a pesca esportiva, vamos ter outra atividade econômica de alto valor agregado”, acrescentou.
Auxílio a pescadores
O projeto prevê a criação de um auxílio aos pescadores profissionais artesanais, fora do período da Piracema, no período de três anos.
No primeiro ano, serão pagos um salário mínimo, que hoje é R$ 1.320.
Já no segundo ano será pago apenas a metade de um salário mínimo e no terceiro, 25% de um salário mínimo.
Os deputados já anunciaram que devem aumentar as porcentagens para aprovar o projeto em segunda votação.
Questionado, Mendes disse que o Estado não pode sustentar essas pessoas para o resto da vida.
“Há que ter um processo de transição e migração. Vocês não querem que a gente sustente essas pessoas por resto da vida. Se for o mesmo valor até o quinto ano. E aí? Volta a pescar tudo de novo, acaba tudo de novo”, afirmou.
“Agora, nós estamos propondo a dar curto de qualificação, nós estamos propondo fazer o desenvolvimento da cadeia de produção em cativeiro de peixe nessas regiões que tem grande potencial. Então nós temos que criar as alternativas.”, pontuou.