quarta-feira, 15 de julho de 2026
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EM REGIME FECHADO

Caseiro é condenado a 33 anos por executar advogado Renato Nery em Cuiabá

Réu confessou ter feito os disparos e foi o primeiro dos seis denunciados pelo assassinato do advogado a ser condenado pelo Tribunal do Júri.

O caseiro e montador de móveis planejados Alex Roberto de Queiroz Silva foi condenado a 33 anos e 10 meses de prisão pelo assassinato do advogado Renato Nery, morto a tiros em 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. A decisão foi proferida nesta terça-feira (15) pelo Tribunal do Júri da Capital.

Após horas de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu a participação de Alex na execução do crime. O juiz Marcos Faleiros fixou o cumprimento da pena em regime inicialmente fechado e manteve a prisão preventiva do réu. Ele também foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais equivalente a 40 salários mínimos à família da vítima.

A sentença reconheceu a prática de homicídio triplamente qualificado, organização criminosa e fraude processual. Além da pena de reclusão, Alex recebeu oito meses de detenção pelo crime de fraude processual e foi condenado ao pagamento de 20 dias-multa.

Durante o interrogatório, Alex confessou ter efetuado os disparos que mataram Renato Nery. Aos jurados, afirmou que passava por dificuldades financeiras e alegou ter aceitado cometer o crime após ouvir do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira que havia pessoas interessadas em matar o advogado.

Conforme a denúncia do Ministério Público, no entanto, Alex foi contratado para executar o homicídio mediante pagamento. A investigação aponta que o assassinato teve como motivação uma disputa judicial envolvendo uma fazenda em Novo São Joaquim.

Segundo a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Renato Nery foi surpreendido ao chegar ao escritório, no momento em que descia do carro. Após os disparos, o atirador fugiu em uma motocicleta.

Alex foi o primeiro dos seis denunciados pelo homicídio a ser levado a julgamento. O Ministério Público aponta o casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi como mandantes do crime. Já os policiais militares da Rotam Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira são acusados de intermediar e dar suporte à execução. Os demais réus também serão submetidos ao Tribunal do Júri.

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