O Conselho Federal de Medicina (CFM) manteve a punição aplicada ao médico e ex-BBB Marcos Harter, que atua em Sorriso (398 km de Cuiabá), por violações ao Código de Ética Médica. A decisão, que negou por unanimidade o recurso do cirurgião, foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (21).
Com a negativa do Tribunal Superior de Ética Médica, fica mantida a penalidade de “censura em publicação oficial”, imposta originalmente pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT).
De acordo com o acórdão, Harter violou três artigos do Código de Ética Médica de 2018. As infrações correspondem à prática de atos lesivos à integridade física ou mental do paciente (causação de dano por imprudência ou negligência), tratamento do ser humano sem civilidade ou consideração, e tentativa de se isentar de responsabilidade por escolha terapêutica. O documento oficial não detalha o caso específico que motivou a denúncia.
Marcos Harter ganhou projeção nacional em 2017, quando foi expulso do reality show Big Brother Brasil após agredir a participante Emilly Araújo. O episódio gerou uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro por lesão corporal.
O cirurgião plástico tem histórico de problemas com os órgãos de classe em Mato Grosso. Em 2020, o CRM-MT decretou a interdição cautelar do médico, proibindo-o de exercer a profissão por seis meses. Na ocasião, ele foi alvo de processo por publicidade irregular, concorrência desleal e exercício mercantilista da medicina, após anunciar “promoções” de próteses de silicone pelo valor de R$ 6.950.
