quinta-feira, 18 de julho de 2024
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OPERAÇÃO DIAPHTHORA

TJ manda soltar delegado suspeito de cobrar propina, mas impõe tornozeleira

A decisão pela soltura partiu da 4ª Câmara Criminal do TJ, em sessão na última quarta-feira (15)

CAMILA RIBEIRO – DA REDAÇÃO

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso determinou a soltura do delegado Geordan Fontenelle, acusado de montar um “gabinete do crime” na Delegacia de Peixoto de Azevedo.

Fontenelle estava preso desde abril, quando foi alvo da Operação Diaphthora, que apura um esquema de cobrança de propina na delegacia.

A decisão pela soltura partiu da 4ª Câmara Criminal do TJ, em sessão na última quarta-feira (15).

A decisão seguiu o parecer do Ministério Público.

Apesar da soltura, o delegado terá que cumprir algumas medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

Ele também segue afastado de suas atividades e teve a posse/porte de arma suspensos.

O delegado ainda está proibido de manter contato com as testemunhas, vítimas e demais envolvidos na investigação e também não pode acessar à Delegacia de Peixoto de Azevedo, Matupá ou quaisquer outras da região norte do Estado.

A operação

Além do delegado, também foi preso o investigador Marcos Paulo Angeli.

De acordo com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, foi identificado que o delegado e o investigador solicitavam o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos.

Além disso, os dois exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.

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