sábado, 15 de junho de 2024
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Anvisa nega importação de vacina comprada por Mendes

Governador havia assinado contrato para a compra de 1,2 milhão de doses.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou nesta segunda-feira (26), o pedido de autorização para uso emergencial da vacina russa Sputnik V, imunizante contra a Covid-19.

O governador Mauro Mendes (DEM) e outros 9 Estados haviam pedido autorização para importação emergencial de quase 30 milhões de doses do imunizante.

Mendes chegou a assinar, no último mês, um contrato para a compra de 1,2 milhão de doses.

Na ocasião, ele havia feito a projeção de que os primeiros lotes da vacina chegariam a Mato Grosso já no final deste mês.

O pedido de importação foi rejeitado, por unanimidade, após reunião de pouco mais de 5 horas.

Leia também: Emanuel sinaliza possibilidade de vetar Sputnik: “Povo cuiabano não é cobaia”

A agência reguladora apontou falta de dados básicos para análise do produto e falhas identificadas pela área técnica da Anvisa.

Tais erros, conforme a agência, podem comprometer a eficácia, segurança e qualidade da vacina.

Ainda de acordo com a Anvisa, a maioria dos países que autorizaram a aplicação da vacina não têm tradição na análise de medicamentos.

Uma das falhas mais graves apontadas pela Gerência de Medicamentos diz respeito a falhas de segurança associadas ao desenvolvimento do imunizante.

No caso da vacina russa, ela é feita com adenovírus que causam resfriados em humanos. Eles são modificados para não serem capazes de se replicar depois que entram nas células humanas.

De acordo com o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da agência, Gustavo Mendes, durante o processo de cultivo desses vírus em laboratório, eles recuperaram essa capacidade de multiplicação.

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