segunda-feira, 22 de abril de 2024
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Lúdio diz que MT está na “antessala do caos” e que decreto foi “insuficiente”

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) apontou ao Jornal da CBN Cuiabá, na manhã desta quarta-feira (03), que Mato Grosso está na “antessala do caos” devido à segunda onda da Covid-19. Para o parlamentar, mesmo o decreto do governo estadual, tido como mais rígido em relação ao da Capital, foi “tardio e insuficiente”.

Defensor de uma quarentena válida por pelo menos 15 dias, o deputado acredita que o atual cenário da saúde em Mato Grosso é resultado da falta de “estadistas”, uma vez que os gestores estariam balizando a condução da pandemia baseando-se na rivalidade política.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que Mato Grosso registra taxa de ocupação de UTIs de 88%. Diante deste cenário, o petista disse que o número só não é maior devido ao alto índice de mortalidade pela doença, mas assegurou que o atual estado é de colapso no sistema de saúde.

“A rotatividade alta e a mortalidade alta nas UTIs que produz essa taxa de ocupação de 88%, mas na prática já é colapso no sistema de saúde. O comportamento do governador e do prefeito de Cuiabá se expressa em números. Mato Grosso é o quarto estado do Brasil em taxa de mortalidade pela Covid-19”, disse.

Lúdio também criticou amplamente a falta de diálogo entre os gestores em Mato Grosso. Para o deputado, a falta de “sintonia” entre os chefes do Executivo estadual e municipal foram um dos principais fatores para o agravamento da pandemia.

“Aqui em Mato Grosso, infelizmente, por falta de estadistas no comando dos governos, porque temos governantes que não se comportam como estadistas, que não têm capacidade de articulação e diálogo e só sabem fazer confronto político do nível mais baixo possível. Não tem cabimento o prefeito de Cuiabá, o governador e o prefeito de Várzea Grande não conseguirem sentar para conversar”, frisou o parlamentar.

O deputado, que também é médico sanitarista, reiterou sua defesa de que o decreto baixado pelo governo estadual teria, na prática, baixo efeito na contenção do vírus, uma vez que a medida mais rígida da normatiza determina o toque de recolher das 21h às 05h e não uma quarentena total.

“O decreto do governo de segunda-feira é tardio e insuficiente, porque o toque de recolher à noite. O vírus circula 24 horas por dia e a população está mais exposta no período diurno. Então, as medidas de restrição de circulação teriam que alcançar as 24 horas do dia”, apontou.

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