sábado, 18 de maio de 2024
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Kardec critica “atropelamento” do governo e fala em discussão tardia na AL sobre VLT

O deputado estadual Allan Kardec (PDT) criticou a condução da mudança de modal feita pelo governo de Mato Grosso apontando que a ação foi executada de forma “atropelada”. Para o parlamentar, o debate na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), marcado pela audiência realizada na quinta-feira (04), ocorreu de forma tardia.

Ao Jornal CBN Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (05), o pedetista apontou que, desde o início, a troca do VLT pelo BRT deveria ter sido tratada de forma aberta pelo governo. Kardec lembrou também que a discussão na Casa de Leis está sendo realizada após aprovação da mudança já ter sido chancelada pelo parlamento estadual.

O debate em torno do modal da Baixada Cuiabá foi reacendido em dezembro de 2020, quando o governador Mauro Mendes (DEM) definiu a suspensão das obras do VLT – prometido para a Copa do Mundo de 2014 – em prol da adesão ao BRT. Posteriormente, o democrata encaminhou pedido de liberação à ALMT, que autorizou a troca sem debate.

“Foi tomada uma decisão antes de consultar a Assembleia, até porque o governador deu uma entrevista falando do apontamento e da vontade dele. Mas daí, quatro dias depois foi pedir autorização à Assembleia para fazer a mudança do financiamento. Então, penso que o governo errou no seu tempo”, apontou o deputado.

“Então, acho que uma vez que o governo apresentou para a Assembleia Legislativa e apontou para a sociedade que haveria uma mudança no modal. Naquele momento, imediatamente deveria ter sido pedido uma audiência pública, segurado o projeto e ter topado essa discussão”, disse Kardec.

Para o deputado, uma das principais questões deste momento deve ser a discussão sobre o prejuízo causado aos cofres públicos. Ao citar os diversos escândalos de corrupção em torno do VLT, Kardec questionou a idoneidade do consórcio de empresas envolvido na implantação do modal.

“O que vamos fazer com aquilo que foi roubado da população? Não só por entes políticos, mas também pela empresa. Nós temos que entender que, se existe corrupção, existem também corruptores. Então, essa empresa que pagou propina, comprovadamente, para ex-governador, para ex-deputado, essa empresa é corrupta, precisa ser punida e devolver dinheiro ao erário”, finalizou.

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