Os casos de influenza registraram um aumento significativo em Cuiabá, acendendo o sinal de alerta nas autoridades de saúde. Dados epidemiológicos atualizados no dia 3 de junho apontam que as notificações da doença saltaram de 621, no mesmo período do ano passado, para 1.574 em 2026 — um crescimento de 153,46% na Capital.
Do total de 2.034 notificações gerais de gripe registradas este ano, a faixa etária mais atingida é a de crianças de 0 a 6 anos, que concentram 828 casos. A situação preocupa a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) devido ao risco de complicações respiratórias graves, internações e óbitos nessa parcela da população.
Em meio ao avanço do vírus, a Prefeitura de Cuiabá reforçou o chamado urgente para a campanha de vacinação, que amarga índices críticos de adesão. A cobertura vacinal geral entre os grupos de rotina está em apenas 33,45%, muito distante da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
O balanço por público-alvo revela que apenas 26,81% das crianças de 6 meses a menores de 6 anos foram vacinadas. Entre os idosos com 60 anos ou mais, o índice é de 36,02%, enquanto as gestantes registram 45,26% de cobertura.
“Estamos diante de um cenário que exige atenção da população. Temos vacinas disponíveis em toda a rede municipal, mas a adesão ainda está muito abaixo do esperado. Quanto menor a cobertura vacinal, maior o risco de circulação do vírus e de agravamento dos casos”, alertou a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon.
Para tentar reverter o quadro, o município disponibiliza o imunizante contra a gripe em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs), espalhadas por todas as regiões urbanas e também na zona rural. Para facilitar o acesso dos trabalhadores, algumas unidades atendem em horário estendido e outras mantêm as salas de vacina abertas durante o horário de almoço.
Além da dose contra a influenza, as equipes estão preparadas para atualizar os demais imunizantes do calendário nacional de vacinação. O público prioritário da campanha inclui ainda puérperas, doentes crônicos, professores, trabalhadores da saúde e profissionais da segurança pública.
