quarta-feira, 27 de maio de 2026
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30 VÍTIMAS IDENTIFICADAS

Estudantes criam montagens pornográficas de colegas e vendem por até R$ 120 na web

Até o momento já foram identificadas 30 vítimas, a maioria estudantes de duas escolas de Juína

Polícia Civil está investigando um grupo de adolescentes suspeitos de manipular imagens de ao menos 30 estudantes de Juína (735 km ao noroeste de Cuiabá), transformando-as em fotos e vídeos pornográficos. A investigação aponta que eles estavam vendendo as imagens por até R$ 120 na internet.

Os investigadores cumpriram, na manhã desta quarta (27), a Operação Máxima Proteção, cumprindo 3 ordens judiciais em Juína, Sinop e Cocal (RO) para desarticular o grupo, que está sendo investigado por produção, armazenamento e comercialização de conteúdo pornográfico, além de manipulação digital de imagens de adolescentes.

Segundo a polícia, 4 alunos de uma escola particular da cidade são os suspeitos do esquema e, em seguida, foi identificada a participação de maiores no caso.

Até o momento, cerca de 30 vítimas foram identificadas. Elas são, na maioria, adolescentes de duas escolas particulares e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

A investigação apontou que os suspeitos faziam montagens pornográficas utilizando a imagem das vítimas e compartilhavam com terceiros de forma reiterada e organizada, até com divisão das funções entre eles.

Em um segundo momento, dois adolescentes de 15 anos passaram a vender as imagens produzidas, cobrando valores que variavam de R$ 30 por foto e até R$ 120 por vídeo.

Extratos bancários revelaram as movimentações, mostrando o recebimento frequente e compatível com os valores negociados nas conversas obtidas pela polícia. Há compradores em Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e na Bahia.

Para a venda, eles usavam perfis falsos nas redes sociais, com identidade feminina, utilizados para divulgar o conteúdo, passando legitimidade na venda. O Facebook era a principal rede social utilizada.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

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