A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está monitorando de perto as tentativas de facções criminosas de influenciarem as eleições deste ano em Mato Grosso, inclusive com a indicação de candidatos. O alerta foi feito pelo superintendente regional da Abin, Luiz Felipe Midon de Melo, durante a instalação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).
O comitê reúne cerca de 30 instituições das esferas estadual e federal para planejar a logística e a segurança do pleito. Segundo o superintendente, o avanço do crime organizado sobre o processo eleitoral é o foco principal das agências de inteligência.
Midon explicou que o monitoramento é diário e que relatórios sigilosos são produzidos constantemente para neutralizar as ameaças. Quando os agentes identificam indícios de práticas criminosas, as informações são repassadas imediatamente ao Ministério Público Eleitoral e às polícias competentes para a execução de prisões e investigações.
Além da interferência das facções em redutos eleitorais, a cúpula de segurança teme ações coordenadas que possam sabotar a votação, como o bloqueio de rodovias estaduais e federais, e ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas, a exemplo das redes de fornecimento de energia elétrica e água.
A força-tarefa que atuará no GGI do TRE conta com a integração de forças como a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Marinha e Receita Federal.
