O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), e o prefeito de Rondonópolis, Claudio Ferreira (PL), estão entre as vítimas de ataques virtuais cometidos por um grupo criminoso, alvo da Operação Stop Hate, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (20). Um secretário municipal de Rondonópolis também foi atacado.
De acordo com as investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), o perfil administrado pelos criminosos acusou Max Russi de usar o secretário municipal como “testa de ferro” em atividades ilícitas, o que causou abalo à honra do parlamentar.
A polícia identificou os responsáveis por uma empresa ligada aos perfis na rede social. A página era utilizada para divulgar imagens, vídeos e informações inverídicas de tom jocoso contra as autoridades.
Diante das evidências, a Justiça determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Celulares, computadores e mídias digitais foram apreendidos para passar por perícia da Politec.
O Judiciário também aplicou medidas cautelares que proíbem os suspeitos de fazerem novas publicações sobre as vítimas e de manterem contato entre si.
O delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, explicou que a ação foi necessária para interromper os crimes e preservar as provas digitais.
