sexta-feira, 15 de maio de 2026
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ENCONTRO DE PRESIDENTES

‘Amor à primeira vista’, resume Lula sobre relação com Trump

Apesar disso, Lula comentou sobre as interferências de Trump na soberania brasileira e se elas poderiam influenciar as eleições no Brasil

Da CBN Rede

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7), após se reunir com o presidente Donald Trump, o presidente Lula afirmou que mantém uma relação muito sincera com o norte-americano.

Segundo ele, quando os dois se conheceram rapidamente durante cerca de 29 segundos na ONU, muitos acreditaram que seria uma aproximação difícil de construir, mas que acabou sendo ‘quase um amor à primeira vista’.

‘A nossa relação é muito boa, mas muito boa. Eu diria uma relação que pouca gente acreditava que pudesse acontecer com tanta rapidez. Sabe aquela história, amor à primeira vista? Aquele negócio da química? É isso que aconteceu e eu espero que continue assim.’

Apesar disso, Lula comentou sobre as interferências de Trump na soberania brasileira e se elas poderiam influenciar as eleições no Brasil.

‘Se ele disse que ‘eu vou interferir nas eleições brasileiras’, ele perdeu, porque eu ganhei as eleições. Eu acho que não é uma boa política um presidente de outro país ficar interferindo nas eleições de outro país. É o princípio básico para que a gente não permita a ocupação cultural, política e a soberania de um outro país. (…) Eu não acredito que ele vá ter qualquer influência nas eleições brasileiras, até porque quem vota é o povo brasileiro. Acho que ele vai se comportar como presidente dos Estados Unidos, deixando que o povo brasileiro decida o seu destino, como eu vou deixar que o povo americano decida o destino deles.’

Além disso, Lula afirmou que não conversou com Trump sobre a possibilidade de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas, medida que acabou sendo descartada pelos Estados Unidos.

‘Não foi discutido isso. Nós estamos levando muito a sério essa questão do combate ao crime organizado. Esse negócio de dizer que o crime organizado, que as facções, sabe, no caso do Brasil, tomaram os territórios nas cidades, nós temos que dizer para o Brasil que o território de uma cidade, de um bairro, é do povo, não é de crime organizado, não é de facção criminosa.’

‘Nós criamos uma base na cidade de Manaus para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira, com a participação de delegados da polícia de todos os países da América do Sul, se os Estados Unidos quiserem compartilhar e participar conosco, estará convidado. O que nós estamos propondo é o seguinte, é muito sério, é muito sério, a partir da semana que vem vamos lançar um plano de combate ao crime organizado.’

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