A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) a Operação Aposta Perdida. A ação desarticulou um grupo criminoso acusado de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online, o popular “jogo do tigrinho”. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões dos envolvidos.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema (SC). A operação resultou no sequestro de imóveis, veículos de luxo, apreensão de passaportes e suspensão de atividades econômicas de empresas utilizadas para ocultar a origem ilícita dos valores.
Os Alvos
As investigações identificaram que o esquema era operado por um núcleo familiar. Os principais alvos são os casais de influenciadores Wilton Wagner Magalhães Vasconcelos e Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães, além de Williane Orben Vasconcelos Coutinho (conhecida como Lili Vasconcelos) e seu marido, o empresário Erison Coutinho, dono da loja Rei dos Panos.
Wilton Wagner é apontado como o articulador financeiro do grupo. Ele utilizava sua empresa, a W-Car Multimarcas, para movimentar e ocultar o dinheiro obtido com as apostas. Já Jéssica e Williane atuavam na linha de frente como influenciadoras, promovendo as plataformas ilegais para seus mais de 150 mil seguidores, utilizando contas demonstrativas para simular lucros fáceis.
Ostentação e Pirâmide
O grupo chamou a atenção das autoridades pelo alto padrão de vida incompatível com a renda declarada. Nas redes sociais, os investigados ostentavam viagens para Dubai, Japão, Europa e Estados Unidos, além de uma frota que incluía modelos da Ferrari, BMW X4, Land Rover e Porsche.
Segundo a polícia, o esquema funcionava de forma semelhante a uma pirâmide financeira, onde o lucro dos organizadores dependia da entrada constante de novos usuários atraídos pelas promessas de ganhos rápidos feitas pelas influenciadoras. O dinheiro era lavado por meio de transações fracionadas, uso de “laranjas” e empresas de fachada para dificultar o rastreamento da movimentação milionária.
