A influenciadora digital Williane Orben Vasconcelos Coutinho, conhecida como Lili Vasconcelos, quebrou o silêncio horas após ser alvo da Operação Aposta Perdida, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (23). Em vídeo publicado em suas redes sociais, a influencer minimizou a investigação que apura crimes de lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar, comparando as plataformas ilegais a concursos da Caixa Econômica Federal.
“Existem as lotéricas, a Mega-Sena, os joguinhos do governo. Aí pode, mas quando é a gente não pode. Mas estou aqui de cabeça erguida”, declarou Williane, questionando a proibição das plataformas de “giro” conhecidas como jogo do tigrinho.
Diferente das apostas de quota fixa (bets) e das loterias federais, que possuem regulação e auditoria, o jogo do tigrinho é considerado ilegal no Brasil por ser um jogo de azar sem transparência nos algoritmos.
Durante o desabafo, Lili negou qualquer envolvimento com lavagem de dinheiro, chamando as informações de “mentirosas” e atacando veículos de comunicação, aos quais se referiu como “mídia suja”. Sobre a responsabilidade de divulgar jogos que causam prejuízos financeiros aos seguidores, ela foi taxativa.
“Eu não coloco uma arma na cabeça de ninguém. Os jogos podem fazer mal porque tem gente que vicia, sim, mas também fazem um bem absurdo pra muitas pessoas”.
O Esquema familiar
As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco apontam que Lili integra um núcleo familiar criminoso. Enquanto ela e a irmã, Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães, usavam o alcance de mais de 150 mil seguidores para atrair apostadores com simulações de lucros fáceis, seus respectivos maridos operavam a parte financeira.
Wilton Wagner Magalhães Vasconcelos é apontado como o articulador central do esquema, utilizando a empresa W-Car Multimarcas para ocultar valores. Já Erison Coutinho, marido de Lili e dono da loja Rei dos Panos, também é alvo da ordem judicial que bloqueou R$ 10 milhões em bens, incluindo veículos de marcas como Ferrari e BMW.
A Operação
Ao todo, a Justiça de Cuiabá determinou sete mandados de busca e apreensão, o sequestro de cinco imóveis e a apreensão de passaportes dos envolvidos. A polícia identificou que o grupo mantinha um padrão de vida luxuoso, com viagens internacionais frequentes para Dubai e Europa, que não condiz com o faturamento declarado de suas empresas de pequeno e médio porte.
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