A vereadora Maysa Leão (Republicanos) afirmou que está reavaliando sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa (ALMT) após o que chamou de “invasão” em seu partido. Em forte tom de crítica, a parlamentar declarou nesta quinta-feira (09) que a sigla abrigou nomes rejeitados por outros grupos e não cumpriu o acordo de liberá-la para se filiar ao PSDB.
Maysa revelou que havia pactuado sua saída com o governador Otaviano Pivetta, principal liderança do Republicanos no Estado, para aceitar o convite do deputado Carlos Avallone (PSDB). No entanto, a carta de anuência não foi entregue. Segundo ela, o perfil da chapa foi alterado drasticamente, saindo de um planejamento com quatro deputados e um ex-secretário para uma composição inchada com cinco parlamentares, dois secretários e um ex-prefeito.
“O Republicanos foi invadido, ele se tornou a terra daqueles que ninguém queria. É o partido da morte”, disparou a vereadora durante conversa com a imprensa.
A parlamentar ressaltou que não aceitará o papel de “puxadora de votos” ou de “degrau” para eleger outros candidatos. Maysa descartou qualquer possibilidade de disputar uma vaga na Câmara Federal, reforçando que sua permanência no pleito estadual depende do respeito que receberá dos correligionários.
A vereadora agora discute com a família se mantém o projeto eleitoral ou se muda a rota para 2026. Maysa defende que, como mulher na política, precisa se posicionar contra estratégias que visam apenas o uso de sua viabilidade eleitoral para favorecer terceiros.
