A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) um reajuste de R$ 0,38 por litro no preço do diesel, alta de 11,6%. Com o aumento, o valor médio do combustível vendido pela estatal às distribuidoras passa a ser de R$ 3,65 por litro a partir deste sábado (14).
Em entrevista coletiva, a presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que o reajuste segue a política de preços da empresa, que leva em conta o cenário internacional, mas busca evitar repasses imediatos de volatilidade ao consumidor.
Segundo ela, a expectativa é que os preços possam se estabilizar e até recuar ao longo do ano.
O aumento ocorre em meio às incertezas no Oriente Médio, especialmente com o conflito envolvendo o Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. Desde o início da guerra, os preços internacionais da commodity subiram cerca de 40%.
O anúncio também acontece um dia depois de o governo federal divulgar medidas para tentar conter o impacto do diesel. Entre elas estão uma subvenção de R$ 0,32 por litro e o fim da cobrança de PIS e Cofins sobre o combustível, o que também representa uma redução de cerca de R$ 0,32 por litro para as distribuidoras.
Na prática, as distribuidoras deixam de pagar R$ 0,32 em impostos, mas passam a pagar R$ 0,38 a mais pelo diesel vendido pela Petrobras, o que resulta em um custo adicional de cerca de R$ 0,06 por litro.
Considerando ainda a mistura obrigatória de 15% de biodiesel, o impacto estimado ao consumidor final pode ficar em torno de R$ 0,05 por litro, sem contar as margens de lucro de distribuidoras e postos, que têm autonomia para definir os preços nas bombas.
O diesel é considerado um combustível estratégico para a economia brasileira, já que é amplamente utilizado no transporte de cargas, na indústria e nas máquinas agrícolas, o que faz com que aumentos no preço tenham impacto em toda a cadeia logística do país.
