O governador Mauro Mendes (União) subiu o tom nesta quarta-feira (11) contra a proposta do senador e pré-candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL), de pagar o passivo da Revisão Geral Anual (RGA) em atraso. Mendes comparou a promessa ao estilo de gestão do ex-governador Pedro Taques, afirmando que a medida levaria o Estado à insolvência.
Cálculos sindicais apontam uma defasagem salarial de 19,5% acumulada, especialmente durante o período da pandemia, quando o Governo Federal desobrigou o repasse. Segundo Mendes, quitar esse montante geraria uma despesa imediata de R$ 4 bilhões, o que ele considera financeiramente inviável.
“O Wellington está tomando o mesmo caminho do Pedro Taques. É isso que ele quer? Quer ser o Pedro Taques dois?”, questionou o governador. Mendes criticou a postura de pré-candidatos que propõem reduzir receitas — como o fim do Fethab — e aumentar despesas simultaneamente. “No segundo ano de gestão, Mato Grosso está quebrado”, emendou.
Compromisso de Gestão
A polêmica começou após Wellington Fagundes utilizar as redes sociais nesta terça-feira (10) para assumir o compromisso de pagar a revisão. O senador argumentou que o Estado precisa dar o exemplo na honra de seus débitos. “Dívida tem que ser honrada por qualquer cidadão, imagine o Governo? Meu governo será de compromisso com o servidor”, afirmou o parlamentar do PL.
O embate direto marca o aquecimento da corrida pelo Palácio Paiaguás. Wellington deve enfrentar nas urnas o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que conta com o apoio declarado de Mauro Mendes para dar continuidade ao atual modelo de gestão fiscal.
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