A deputada federal Gisela Simona, presidente do União Brasil em Cuiabá, confirmou que o partido fechou as portas para qualquer tentativa de desfiliação de detentores de mandato este ano. Segundo a parlamentar, o diretório estadual aprovou uma resolução que proíbe vereadores de deixarem a legenda para disputar as eleições por outras siglas, visando manter a unidade do grupo.
A medida atinge diretamente a vereadora da Capital, Michelly Alencar (União), que buscava uma “carta de anuência” para migrar para o Partido Novo e viabilizar sua candidatura à Assembleia Legislativa. Pela lei eleitoral, vereadores não possuem janela para mudança de partido e só podem sair com autorização da sigla ou sob risco de perda de mandato por infidelidade.
“Eu concordei com a decisão do partido. Na verdade, foi feita uma resolução que vale para todo o Estado de Mato Grosso. Não tínhamos o caso apenas da vereadora Michelly, mas de outros municípios também que queriam migrar”, explicou Gisela durante o evento de filiação do Podemos, nesta segunda-feira (09).
Sem exceções
De acordo com Gisela, o endurecimento da regra foi necessário para evitar que casos individuais fossem tratados de forma isolada, criando um efeito dominó na base partidária. Ela revelou que até parlamentares que não pretendem disputar cargos este ano tentaram buscar brechas para mudar de legenda.
“Decidimos não abrir essa exceção para ninguém e soltamos a resolução no sentido de proibir a mudança de partido”, reforçou a deputada.
A movimentação do União Brasil ocorre em um momento de rearranjo das forças políticas em Mato Grosso, especialmente com a ascensão do deputado estadual Max Russi no comando do Podemos, evento que atraiu diversas lideranças que buscam novas acomodações para o pleito de outubro.
