quinta-feira, 16 de abril de 2026
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VENDA DE SENTENÇA

Desembargador afastado diz que movimentação de R$ 14,6 milhões é regular e declarada ao IR

Em nota, magistrado afirmou que valores citados pela Corregedoria Nacional de Justiça correspondem a rendimentos declarados

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Dirceu dos Santos, negou qualquer irregularidade em sua conduta após ser afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado é investigado por suposta venda de sentenças e movimentação financeira de R$ 14,6 milhões, valor considerado incompatível com os subsídios da magistratura.

Em nota oficial, o desembargador afirmou que está colaborando integralmente com a Corregedoria Nacional de Justiça e que colocou seu sigilo à disposição. Segundo a defesa, os valores citados na investigação constam em sua declaração de Imposto de Renda, o que demonstraria “transparência e absoluta regularidade”.

O afastamento, assinado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, visa preservar a credibilidade do Judiciário enquanto as apurações avançam. Além do afastamento, equipes da Polícia Federal estiveram no gabinete do magistrado para realizar o espelhamento de dispositivos eletrônicos e a extração de dados.

PATRIMÔNIO SOB SUSPEITA

O relatório da Corregedoria aponta que, entre 2021 e 2023, houve uma variação patrimonial “a descoberto”, com uma diferença de R$ 1,9 milhão apenas no último ano analisado. A suspeita é de que o desembargador tenha recebido vantagens indevidas para proferir decisões, utilizando empresários e advogados como intermediários.

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