O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), voltou a rechaçar publicamente, na manhã desta sexta-feira (5), qualquer participação no XIV Fórum de Lisboa, em Portugal. A declaração foi dada durante a abertura da FIT Pantanal, em Cuiabá, após a repercussão de um vídeo em que o parlamentar aparece usando uma credencial com a identificação visual do evento, coordenado pelo ministro do STF, Gilmar Mendes.
O encontro, apelidado nos bastidores políticos de “Gilmarpalooza”, tem sido alvo de fortes críticas por parte de alas bolsonaristas. Wellington assegurou que o mal-entendido já foi superado internamente no partido e que conversou diretamente com o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que havia ecoado as cobranças publicamente.
“O deputado Cattani já me ligou, eu já falei com ele e foi muito clara a minha explicação. Ele disse que foi induzido a um erro, inclusive disse que foi induzido a uma fake news. Eu só reclamei a ele que ele deveria ter me ligado antes, mas ele disse que foi uma entrevista, pegaram ele de surpresa”, relatou o senador.
O congressista desafiou os veículos de comunicação a checarem a lista oficial de presença e o sistema de inscrições do evento do Instituto de Direito Público (IDP) para encerrar a polêmica. Segundo ele, a ausência de seu nome nos registros oficiais põe fim ao debate.
“Não tem como um senador da República estar em um evento público de alta envergadura sem registro. É muito fácil, para acabar a polêmica, peçam a certidão se o Wellington esteve lá ou não. Não tem motivo de omitir se eu tivesse ido. Qual o problema de ir? Eu quero deixar claro para vocês: eu não fui. E eu já não fui de propósito, porque eu sabia que a polêmica existiria”, disparou.
Agenda com o agronegócio
Fagundes justificou que cumpria agendas oficiais na Europa voltadas ao setor produtivo mato-grossense, em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja-MT), no mesmo período em que coincidiu o seu aniversário.
O foco da viagem, de acordo com o senador, foi a articulação internacional contra a moratória da soja. Ele defendeu que, após vitórias jurídicas recentes no STF e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a prioridade do mandato passou a ser a reparação financeira dos agricultores locais.
“Tivemos atividade com a Aprosoja. Vocês sabem a luta que eu estou fazendo na questão da moratória da soja. Nós já ganhamos junto ao Supremo Tribunal Federal e também ganhamos no Cade. Agora que foi acabada a moratória da soja, nós queremos que os pequenos e médios produtores sejam indenizados”, concluiu.
Veja vídeo:
