quarta-feira, 15 de abril de 2026
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VIOLÊNCIA DE GÊNERO

MP pede prisão de presidente do Sinpaig por ataques contra sindicalista

A representação, assinada pela delegada Judá Maali, aguarda decisão do Poder Judiciário

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu parecer favorável ao pedido de prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar contra o presidente do Sinpaig-MT, Antônio Wagner Nicácio de Oliveira. Ele é investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher por crimes de ameaça, perseguição e violência psicológica contra a presidente da Fessp-MT, Carmem Silvia. A representação, assinada pela delegada Judá Maali, aguarda decisão do Poder Judiciário.

A investigação aponta que Antônio Wagner iniciou uma série de ataques sistemáticos contra a líder sindical em 2025, utilizando mensagens privadas e grupos de WhatsApp para proferir ofensas difamatórias e intimidatórias. De acordo com a Polícia Civil, o investigado usava fóruns de jornalistas e sindicalistas para desqualificar a vítima publicamente. O relatório policial destaca que a motivação dos ataques é misógina, visando inferiorizar a mulher em posição de liderança.

O quadro clínico da vítima, conforme os autos, inclui crises de ansiedade, insônia e necessidade de medicação contínua devido ao abalo emocional. A delegada Judá Maali ressaltou que o suspeito demonstra periculosidade social e já responde a outro inquérito por fatos semelhantes, o que configura reiteração criminosa. Para a autoridade policial, a liberdade do investigado coloca em risco a ordem pública e a integridade da vítima.

A promotora Marcelle Rodrigues da Costa Faria, da 7ª Promotoria Criminal, ratificou o pedido de prisão ao afirmar que medidas cautelares alternativas são insuficientes para frear a conduta do sindicalista. Além da detenção, o MP sustenta a necessidade de busca e apreensão na residência de Oliveira para a coleta de provas e localização do suspeito. O caso segue sob análise da Justiça.

Outro lado

A defesa de Antônio Wagner de Oliveira esclarece que não teve acesso ao processo sigiloso e que ele não foi ouvido no inquérito. O processo deve ser considerado pela imprensa como mais um dos atos de perseguição que ocorrem contra Antônio Wagner por ter denunciado o escândalo dos consignados.

Na discussão citada pela suposta vítima, não houve qualquer ataque, foi um debate que ocorreu como sempre ocorre dentro do movimento sindical. A discussão origina-se em críticas, feitas por Antônio Wagner, contra a presidente da Federação por ter contratado advogado que representou uma das empresas envolvidas no escândalo dos consignados.

Além disso, Wagner também criticou a falta de transparência na utilização dos recursos da FESSP, razão pela qual foi expulso, sem defesa prévia e sem previsão no estatuto, da diretoria da entidade.

É lamentável que um debate tão importante, como a violência contra a mulher, seja utilizado para caluniar, difamar e atacar aqueles que denunciam irregularidades. Esperamos que a Justiça cumpra o seu papel e mostre a inocência do sindicalista, cujo trabalho resultou na investigação de dezenas de empresas e levou a suspensão dos descontos irregulares, aliviando o bolso de milhares de servidores públicos.”

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