terça-feira, 23 de julho de 2024
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OPERAÇÃO APITO FINAL

Servidor é preso acusado de atuar como “testa de ferro” de líder de facção; vídeo

Alvo retirou objetos de apartamento que pudessem comprometer Paulo Witer Faria Paelo, o WT

A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado, cumpriu nesta terça-feira (14), em Cuiabá, dois mandados de prisão em um desdobramento da Operação Apito Final, que apurou a participação de novos envolvidos no esquema de lavagem de capitais do tráfico de drogas liderado por Paulo Witer Faria Paelo, o WT.

Entre os presos está um servidor público da Prefeitura da Capital.

A GCCO identificou que ele constava como proprietário de um apartamento em um edifício de alto padrão em Cuiabá, contudo, quem passou a residir no imóvel foi Witer, logo após sair da Penitenciária Central do Estado, em dezembro passado, quando teve a progressão para o regime semiaberto autorizada pela justiça.

A GCCO apurou ainda que o servidor público não teria condições financeiras de adquirir um imóvel como o que constava em seu nome. Ele é contratado da empresa pública de limpeza urbana da Capital e tem um salário bruto mensal de R$ 3.643,12.

A Polícia Civil descobriu que dias antes da deflagração da Operação Apito Final, que levou a prisão de W.T, ele foi ao apartamento e retirou do local objetos que pudessem comprometer o investigado, entre eles a tornozeleira, desativada. Vídeo divulgado pelo site Olhar Direto mostra ele deixando o apartamento com um saco preto (veja abaixo).

Outro preso nesta terça é acusado de movimentar a tornozeleira do criminoso como se ele estivesse em Cuiabá. Para isso, esse investigado ia ao apartamento, retirava o equipamento e o levava até o bairro Jardim Florianópolis nas ocasiões em que Witer estava em viagens ao litoral de Santa Catarina e Rio de Janeiro.

No dia 14 de março, a Polícia Civil apurou que a tornozeleira emitiu a localização em um colégio de alto padrão na Capital, onde o investigado foi levar a filha de Witer, que estuda no local. Porém, nesta mesma data, Paulo estava em Santa Catarina.

Além da movimentação criminosa do equipamento, foi constatado ainda que o acusado fez diversas movimentações bancárias por seus ‘serviços prestados, em quantias superiores a R$ 19 mil.

Veja o vídeo: 

Operação Apito Final

Em uma investigação que durou quase 2 anos, a GCCO apurou centenas de informações e análises financeiras que possibilitaram comprovar o esquema liderado por Paulo Witer para lavar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Para isso, ele usou comparsas e familiares como testas de ferro na aquisição de bens móveis e imóveis para movimentar o capital ilícito e dar aparência legal às ações criminosas.

A operação foi deflagrada no dia 02 de abril, com a finalidade de descapitalizar a organização criminosa e cumprir 54 ordens judiciais, que resultaram na prisão de 20 alvos, entre eles o líder do grupo, identificado como tesoureiro da facção, além de responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do Jardim Florianópolis. No bairro, Witer montou uma base para difundir e promover a facção criminosa agindo também com assistencialismo por meio da doação de cestas básicas e eventos esportivos.

A investigação da GCCO apurou que o esquema movimentou R$ 65 milhões na aquisição de imóveis e veículos. As transações incluíram ainda criação de times de futebol amador e a construção de um espaço esportivo, estratégias utilizadas pelo grupo para a lavagem de capitais e dissimulação do capital ilícito.

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