segunda-feira, 22 de julho de 2024
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OPERAÇÃO DIAPHTHORA

Delegado é preso acusado de montar “gabinete do crime” no interior de MT

Além dele, também foi preso um investigador da unidade, que ainda não teve a identidade revelada

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira (17), a Operação Diaphthora, contra um esquema criminoso praticado pelo delegado de Polícia Civil Geordan Fontenelle, titular da Delegacia do município de Peixoto de Azevedo.

Além dele, também foi preso um investigador da unidade, que ainda não teve a identidade revelada.

Os servidores são investigados pelos crimes de corrupção passiva, associação criminosa, e advocacia administrativa.

No total, são cumpridos 12 mandados judiciais, sendo dois de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e três medidas cautelares.

De acordo com a Corregedoria-Geral, as investigações iniciaram após denúncias recebidas no Núcleo de Inteligência, que apontavam o envolvimento de policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo em situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando a formação e uma associação criminosa no município.

Com o aprofundamento das investigações foram identificados os servidores envolvidos no esquema criminoso sendo o mentor e articulador, o delegado Geordan Fontenelle e um investigador da unidade, aliados a advogado e garimpeiros do município.

Entre os crimes praticados pela associação criminosa foi demonstrado no inquérito que o delegado e o investigador solicitavam o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.

Todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que existia um verdadeiro “gabinete do crime”.

Diaphthora

O nome da operação é uma referência grega ao termo corrupção, cujo significado está atrelado à ideia de um organismo vivo que entra no corpo humano causando destruição dos órgãos pela ação nefasta dele.

Traduzindo para as investigações, são as consequências que a corrupção tem quando praticada por servidores públicos e seus efeitos desastrosos no órgão público, ferindo a integridade pública e princípios institucionais da Polícia Judiciária Civil.

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