sexta-feira, 19 de abril de 2024
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EM SALÃO DE CUIABÁ

Vídeo mostra empresária chamando menor que matou amiga de “assassina”; família registra B.O

Isabelle Guimarães Ramos foi morta pela amiga em julho de 2020, no Condomínio Alphaville

Uma empresária identificada pelas iniciais C.N.R.S. chamou de “assassina” a adolescente que atirou e matou a amiga Isabele Ramos, dentro do salão de beleza Belviso, em Cuiabá, no último domingo (27).

A situação foi gravada pela própria menor e divulgada pelo advogado da família.

Ela estava no local com a mãe, fato que desagradou C.N.R.S.

“Eu sei que sua filha é uma assassina. Assassina. Matou a amiga. É isso que ela é”, disse a empresária.

O vídeo ainda mostra a mãe da adolescente e um funcionário do salão tentando retirar a mulher do mesmo espaço em que as duas estavam, mas ela se recusa.

“Eu quero mostrar onde ela está frequentando. A Isabele era minha filha também. Eu não quero frequentar o mesmo lugar que uma assassina frequenta. É ela que tem que se retirar”, falou.

A mãe da menor registrou um boletim de ocorrência contra a empresária pelo crime de calúnia, injúria, perseguição e perturbação.

Em nota, o advogado da família da adolescente, Artur Osti, destacou a postura equilibrada da mãe da menor e disse que são “precipitados” os julgamentos feitos contra a família.

“Os fatos e as falas registradas nos vídeos são de gravidade acentuada. Todas as esferas de responsabilização serão devidamente acionadas, com especial ênfase para a criminal. A postura equilibrada adotada pela genitora da adolescente covardemente agredida é retrato de quão precipitados são os julgamentos populares que fazem sobre essa família”, diz trecho da nota.

Veja o vídeo: 

Morte de Isabele

Isabele Ramos, então com 14 anos, morreu com um tiro no rosto dentro de um banheiro na casa da amiga,  no Condomínio Alphaville, em Cuiabá.

O crime aconteceu quando o pai da atiradora, o empresário Marcelo Cestari, pediu que a filha guardasse uma arma que foi trazida pelo genro, de 17 anos, no quarto principal no andar de cima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), no caminho, porém, a garota desviou e seguiu em direção ao banheiro de seu quarto, ainda carregando a arma. Lá, conforme a denúncia, ela encontrou Isabele, que acabou sendo atingida pelo disparo da arma.

A Politec apontou que a adolescente estava com a arma apontada para o rosto da vítima, entre 20 a 30 centímetros de distância, e a 1,44 m de altura.

A adolescente foi condenada a 3 anos de internação por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Ela ficou internada no Complexo Pomeri, em Cuiabá, por um ano.

Os pais da atiradora respondem um processo separado pelo caso.

Eles foram denunciados pelo Ministério Público Estadual por homicídio culposo, entrega de arma de fogo a pessoa menor, fraude processual e corrupção de menores.

O ex-namorado dela foi condenado a prestar seis meses de serviços comunitários por ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo.

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