THAIZA ASSUNÇÃO – DA REDAÇÃO
Em menos de uma semana, o ex-vereador Tenente Coronel Marcos Paccola (Republicanos) sofreu duas derrotas na Justiça de Mato Grosso e não conseguiu reverter a cassação de seu mandato.
A primeira decisão foi dada pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública, na segunda-feira (7).
Após a decisão, Paccola entrou com um novo recurso no Tribunal de Justiça, mas também teve o pedido negado pelo desembargador Marcos Vidal nesta sexta-feira (11).
Paccola foi cassado por quebra de decoro parlamentar no dia 5 de outubro, pelo assassinato do agente do socioeducativo Alexandre Miyagawa.
Em ambos os recursos, o ex-vereador alegou irregularidades no processo de cassação, como a decadência do prazo para a conclusão dos trabalhos.
Além disso, apontou incompetência da Câmara Municipal para deliberar sobre a ocorrência.
Na decisão desta sexta, o desembargador Marcos Vidal disse que o atual momento que o País passa não permite ignorar a decisão da Câmara de Cuiabá que averiguou a “gravidade da situação”
Para o desembargador, o mais prudente é aguardar que o pedido de Paccola seja analisado pelo colegiado do Judiciário.
Morte de agente
O caso ocorreu no dia 1º de julho, no Bairro Quilombo, em Cuiabá.
Paccola interferiu em uma confusão que acontecia em frente a uma distribuidora do Bairro Quilombo envolvendo Myagawa e a namorada dele.
Na ocasião, o agente estava com uma arma na mão atrás de Janaína Sá.
Nesse momento, o vereador chega e atira três vezes contra o agente.
Paccola alegou que passava pelo local e foi informado que Myagawa estava armado e ameaçando a companheira dele. O vereador ainda disse que chegou a dar voz de prisão, mas o agente não teria obedecido.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e é réu por homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa por parte da vítima e por motivo torpe.