sábado, 15 de junho de 2024
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Deputado chama veto ao PL 36 de “medida mais injusta do governo do estado”

O deputado estadual João Batista (Pros) criticou o veto do governador Mauro Mendes (DEM) ao Projeto de Lei nº 36, que isentaria o aumento da alíquota de 14% sobre os rendimentos de aposentados e pensionistas caso não tivesse sido mantido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O parlamentar chegou a dizer que esta foi a “medida mais injusta do governo do estado”.

Ao Jornal da CBN Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (12), o deputado comentou que a votação pela manutenção dos vetos mostrou que alguns parlamentares não querem se indispor com determinados setores, mesmo que abertamente demonstrem o exato contrário.

Os apontamentos do deputado, que é uma das vozes do funcionalismo público dentro da Casa de Leis, sobretudo pela sua atuação à frente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso, foram feitos um dia após 12 deputados votarem a favor do aumento da cobrança sobre o salário dos inativos.

Publicamente, conforme amplamente divulgado nas mídias dos parlamentares, 13 deputados se mostraram contrários ao veto e saíram em defesa dos inativos. Contudo, no dia da votação, realizada de forma secreta, a conta mudou e o veto foi aprovado por um placar de 12 contra 11.

“Acredito que, talvez, foi a medida mais injusta tomada pelo governo do estado”, disse. O deputado acrescentou ainda que: “Alguns parlamentares não querem se indispor com determinado segmento e foi o que aconteceu. Na hora da votação do PL 36, por unanimidade foi votada pela aprovação, o governador vetou e na hora do voto secreto votaram contra”.

Apesar da defesa aberta aos servidores públicos, o parlamentar também teceu críticas aos sindicatos, apontando que as estratégias utilizadas na cobrança de direitos podem ser tidas como incoerentes.

“Eu enquanto presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários, agora policiais penais, também já usei dessa estratégia de ir para a frente da Assembleia Legislativa, xingar deputado de ladrão e depois ir lá dentro pedir para o deputado aprovação em uma matéria sua. Fica meio incoerente”, disparou.

Por fim, João Batista apontou que um grupo de parlamentares tem buscado formas de amortizar os efeitos da aprovação da alíquota por meio de uma frente paralela de negociação junto ao governo do estado. Sem detalhar todos os nomes ou de que forma essa ação será realizada, o deputado afirmou que a negociação segue sendo feita.

“Acredito que o deputado Eduardo Botelho está conduzindo esse trabalho de negociação com o governo do estado. Estamos dialogando e acredito que vamos conseguir avançar nessa pauta”, finalizou.

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