O empresário e diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo), Tadeu Melo Ramos, de 49 anos, foi preso em flagrante na noite desta quarta-feira (4), em Cuiabá, após a companheira, de 33 anos, denunciar agressões físicas, ameaças de morte e violência psicológica. A mulher apresentava lesões aparentes nas pernas, no rosto e no pescoço, conforme o registro policial.
A Polícia Militar foi acionada por moradores e pela síndica de um condomínio no bairro Jardim Aclimação, que relataram barulhos e possíveis agressões em um apartamento. Os policiais fizeram várias tentativas de contato até que a mulher abriu a porta, visivelmente abalada e assustada.
Segundo a ocorrência, ela contou que era agredida recorrentemente pelo companheiro e relatou ameaças de morte, humilhações e violência psicológica. Também afirmou ter sofrido agressões no dia anterior.
Com autorização da moradora, os militares entraram no apartamento e encontraram Tadeu sentado no sofá. Ele tinha um arranhão no rosto, que, segundo a companheira, teria sido provocado durante uma tentativa de defesa.
O empresário acompanhou os policiais sem resistência e não precisou ser algemado. Durante o deslocamento à delegacia, porém, teria afirmado que processaria os militares e alegado ser um empresário de renome.
No Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, a delegada Divina Aparecida Vieira Martins da Silva formalizou a prisão em flagrante por suspeita de lesão corporal contra a mulher, injúria, ameaça e violência psicológica, no contexto da Lei Maria da Penha. Não foi arbitrada fiança na esfera policial.
A vítima solicitou medidas protetivas de urgência, acompanhamento da Patrulha Maria da Penha e botão do pânico.
Em interrogatório, Tadeu negou ter agredido a companheira e afirmou que também foi vítima de agressões. Ele disse possuir vídeos que pretende apresentar à investigação.
O flagrante foi encaminhado ao Judiciário. Até o momento, não há informação sobre decisão judicial a respeito da manutenção da prisão ou eventual concessão de liberdade.
A reportagem entrou em contato com o Sindipetróleo para colher mais informações e solicitar um posicionamento sobre a prisão do diretor, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
