A jovem Ana Beatriz Silva Lopes, de 22 anos, foi torturada e estrangulada até a morte por integrantes de uma facção criminosa no distrito de Conselvan, em Aripuanã (1.002 km de Cuiabá). O corpo da vítima foi encontrado por policiais militares envolto em lençóis, dentro de uma casa de prostituição, no momento em que os assassinos se preparavam para desovar o cadáver. Dois bandidos foram presos em flagrante.
De acordo com o tenente-coronel Alex Fontes, a execução foi motivada pela guerra entre organizações criminosas. Ana Beatriz, que é natural de Belém (PA), passou a ser considerada inimiga pelos criminosos locais após ter o celular e as redes sociais vasculhados. Os faccionários descobriram que ela mantinha um relacionamento amoroso com um membro de uma facção rival do Rio de Janeiro. O fato de ela portar uma CNH emitida no estado fluminense reforçou a suspeita dos bandidos.
Antes de ser morta, a jovem já havia sido sequestrada e submetida a uma sessão de espancamento, o chamado “salve”. Ela foi liberada pelos criminosos e buscou abrigo em uma casa de prostituição, de onde pretendia fugir da cidade.
Contudo, poucas horas depois, a facção descobriu o paradeiro de Ana Beatriz e invadiu o local. Ela foi novamente torturada e assassinada.
A PM agiu rápido e conseguiu prender dois envolvidos no crime no local. Um dos presos é natural do Pará e, segundo a polícia, viajou para Mato Grosso com a missão específica de participar da execução da jovem. A Polícia Civil investiga o caso para identificar e prender os demais envolvidos no homicídio.
