O empresário Rogério da Silva Amorim, preso pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (26) em Cuiabá, quebrou o silêncio e negou ser o mandante do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos. O crime ocorreu em dezembro de 2011 e chocou a sociedade mato-grossense.
Apesar de rechaçar a acusação de homicídio, o empresário confessou que mantinha uma relação estável com a menor, mesmo sendo casado. “Eu era casado com ela”, afirmou Rogério logo após ser capturado. Ele também negou ter pago qualquer recompensa financeira para que executores dessem fim à vida da adolescente.
A versão contesta a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que apontou que Rogério contratou os pistoleiros Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre da Silva por R$ 5 mil. De acordo com o processo, a vítima foi atraída para uma emboscada em uma chácara na região da Ponte de Ferro após sacar um cheque de R$ 500 no bairro CPA II. No local, ela foi rendida e morta por asfixia.
Investigações da DHPP revelaram que o empresário e a menor mantinham um relacionamento extraconjugal de aproximadamente um ano e já moravam juntos há cinco meses quando o crime foi consumado. O corpo de Maiana foi desovado em uma cova rasa em uma área de mata no Coxipó do Ouro e os restos mortais foram localizados apenas cinco meses após o sumiço.
Na esfera judicial, o executor Paulo Ferreira Martins confessou o estrangulamento e foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão. Carlos Alexandre pegou 16 anos por ocultação de cadáver.
Rogério recebeu uma sentença inicial de 20 anos e 3 meses de reclusão. Após recursos, o Tribunal de Justiça reduziu a pena do empresário para 19 anos, 9 meses de prisão e 40 dias-multa. A ação transitou em julgado em agosto do ano passado, culminando na expedição do mandado de prisão cumprido nesta manhã.
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