O suplente de senador Mauro Carvalho classificou como “negociata” e “falta de respeito” a sua destituição do comando do PRD em Mato Grosso, oficializada pela executiva nacional da sigla. Em entrevista na manhã desta terça-feira (31), Carvalho afirmou que a manobra foi articulada em Brasília pelos presidentes nacionais Paulinho da Força (Solidariedade) e Ovasco Resende (PRD), sem qualquer diálogo prévio com o diretório estadual.
Nos bastidores, a troca é apontada como resultado de uma articulação do senador Wellington Fagundes (PL) e da deputada Janaina Riva (MDB) junto à cúpula nacional em São Paulo. O objetivo seria esvaziar o palanque do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário de Fagundes na disputa pelo Governo do Estado, e de Mauro Mendes ao Senado.
“Fui avisado dessa negociata da velha política pelo secretário Gilberto Figueiredo. Foi uma falta de respeito pela consideração e pelo trabalho que fizemos ao longo de dois anos”, disparou Carvalho. Ele revelou ter cobrado explicações de Ovasco Resende, mas ouviu o que chamou de “desculpas esfarrapadas” sobre a montagem da chapa federal.
Apesar da racha, Carvalho minimizou o impacto no planejamento governista e disse que o episódio serviu para “separar os homens dos moleques”. Com a queda da diretoria, a maioria dos pré-candidatos da federação PRD/Solidariedade, incluindo os deputados Paulo Araújo e Juca do Guaraná, deve migrar para o União Brasil. O próprio Mauro Carvalho confirmou que seguirá, por enquanto, sem partido.
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