Samantha Klein – Da CBN Rede
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou, nesta quinta-feira, uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a suspeição do ministro Dias Toffoli, que é o relator do inquérito que apura o caso Master no STF.
Além do afastamento, o parlamentar solicita apuração específica sobre os pagamentos realizados à empresa Maridt Participações e possíveis crimes de corrupção passiva, prevaricação e obstrução de Justiça.
Na representação, o relator da CPI do Crime Organizado destaca teriam sido identificadas menções ao ministro em diálogos mantidos entre investigados, conforme relatório da PF enviado ao Supremo. E destacou referências a pagamentos destinados à empresa Maridt Participações S.A., da qual Toffoli integra o quadro societário.
No documento enviado à PGR, o senador sustenta que há indícios suficientes para questionar a permanência do ministro na relatoria do caso. “A existência de um vínculo comercial em que o julgador figuraria, em tese, como beneficiário de recursos pagos pelo investigado mitigaria de forma intensa a imparcialidade do ministro Dias Toffoli”, afirma o autor da representação.
A representação ainda menciona decisões consideradas heterodoxas na condução do caso, como a determinação pela apreensão de provas no próprio Supremo e a imposição de prazos restritivos à atuação da Polícia Federal. Para o senador, o conjunto dos fatos exige atuação firme do Ministério Público.
Quem também reforçou pedido de suspeição de Toffoli foi o líder do Novo no Senado. O senador Eduardo Girão encaminhou à PGR um aditamento ao pedido de suspeição do ministro.
O parlamentar ainda cobrou que o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) dê prosseguimento ao pedido de impeachment de Toffoli.
