Klauson Dutra – Da CBN Rede
Subiu para seis o número de vítimas no caso de intoxicação por produtos químicos em uma piscina de academia na Zona Leste de São Paulo. O estado de saúde da nova vítima ainda não foi divulgado.
O caso resultou na morte de Juliana Faustino, de 27 anos. O marido dela, Vinícius de Oliveira, segue internado em estado grave. Segundo o pai dele, Hélio de Oliveira, Vinícius está entubado e sedado, mas apresenta evolução no quadro clínico
Um adolescente de 14 anos permanece internado em estado grave na UTI. Uma aluna de 29 anos segue hospitalizada após apresentar náuseas, vômitos e diarreia. Um outro aluno está em observação em leito comum.
O que se sabe até agora?
A principal linha de investigação aponta que as vítimas passaram mal após a liberação de gases tóxicos provocados pela mistura manual de produtos químicos, feita em um balde dentro do ambiente fechado da piscina aquecida, antes do fim da aula de natação, quando alunos ainda estavam na água.
A mistura não chegou a ser despejada na piscina, mas liberou gases tóxicos no ambiente. Imagens de câmeras de segurança mostram fumaça saindo do recipiente, deixado próximo a um ponto da raia onde os alunos costumam erguer a cabeça para respirar.
Quem preparou a mistura foi o funcionário Severino Silva, de 43 anos. Ele trabalha há cerca de três anos na academia como ajudante geral, acumulando funções como manobrista, apoio na piscina e serviços diversos. O depoimento dele terminou agora há pouco e durou cerca de duas horas.
Segundo a polícia, Severino apresentou prints de conversas com sócios da academia, que teriam enviado orientações técnicas por WhatsApp sobre o preparo dos produtos. De acordo com o relato, após o fim da aula, um professor era responsável por despejar a mistura na piscina.
O delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, afirmou que Severino não tem qualificação técnica e nunca fez curso de piscineiro:
