Por Gustavo Reis – Da Redação
Um mês antes de ser preso, Raffael Amorim de Brito, acusado de assassinar o sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, enviou uma mensagem a um policial militar ironizando as tentativas das forças de segurança de Mato Grosso de localizá-lo. À época, ele estava foragido havia mais de um ano.
O relato foi feito pelo soldado Harlon Vargas, em um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo o militar, ele havia divulgado em seus status um cartaz de “procura-se” com a foto de Raffael, quando recebeu uma mensagem inesperada pelo WhatsApp.
“Apaga minha foto dos seus status. Nunca vai me pegar. CV tá na rua”, dizia o texto, enviado por um número com DDD 21, do Rio de Janeiro, identificado com o nome de usuário “DALESTE.RL.MT”.
Na publicação, o soldado comemorou a prisão do acusado, ocorrida na quarta-feira (7), durante uma operação conjunta das forças de segurança de Mato Grosso e do Rio de Janeiro. Raffael foi localizado no Complexo do Alemão, área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho, no momento em que saía de casa para cometer um roubo.
Nesta quinta-feira (8), a Justiça do Rio de Janeiro autorizou o recambiamento do acusado para Mato Grosso. Mais cedo, o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, afirmou que a intenção é encaminhar Rafael para a ala de segurança máxima da Penitenciária Central do Estado (PCE).
O crime
O sargento Odenil Alves Pedroso foi assassinado no dia 28 de maio de 2024, enquanto realizava serviço extra nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Ele foi atingido por disparos efetuados por um homem em uma motocicleta, que fugiu levando a arma da vítima.
O policial chegou a ser socorrido em estado grave e passou por cirurgia no Hospital Municipal de Cuiabá, mas não resistiu. Odenil integrava o 3º Batalhão da Polícia Militar desde 1998.
Veja vídeo:
