O presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado em seu país após os Estados Unidos fazerem ataque neste sábado (3), deixou a prisão do Brooklyn onde ele está detido e foi levado em direção ao tribunal em Nova York, onde chegou nesta manhã. O helicóptero que o levava pousou em Manhattan após um curto voo, e Maduro mancava um pouco quando saiu.
O ditador e a mulher dele, Cilia Flores, passaram a segunda noite numa prisão federal de segurança máxima e são levados a um Tribunal de Manhattan para serem julgados às 14h, pelo horário de Brasília.
Na audiência, o chavista vai ouvir formalmente as quatro acusações que pesam contra ele, incluindo narcoterrorismo. Ainda não está claro se o casal constituiu advogados nem se haverá apresentação imediata de declaração de culpa ou inocência. Caso seja condenado, o presidente venezuelano pode pegar prisão perpétua.
Maduro e a primeira-dama foram capturados na madrugada de sábado, em Caracas, numa operação militar americana que envolveu 150 aviões e helicópteros.
Medidas de segurança para julgamento de Maduro
De acordo com a Associated Press, medidas de segurança adicionais foram implementadas ao redor do tribunal de Manhattan.
Atrás do tribunal, perto de onde os presos são levados, a via está fechada para pedestres. A agência destaca barricadas semelhantes a bicicletários que estão dispostas em ambos os lados da rua do tribunal por vários quarteirões ao redor da entrada principal na Worth Street, enquanto policiais a pé e em viaturas patrulham a área.
Dentro do tribunal, homens com jaquetas corta-vento e equipamentos táticos do Serviço de Delegados dos EUA circulavam pelo saguão.
Quais acusações Maduro enfrenta?
Nicolás Maduro é acusado de quatro crimes: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos.
Ainda é alegado na denúncia que Maduro e outros líderes venezuelanos, por mais de 25 anos, “abusaram de seus cargos de confiança pública e corromperam instituições antes legítimas para importar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”.
