terça-feira, 20 de outubro de 2026
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OPERAÇÃO CATHEDRA VENALIS

Vereador diz que participou de almoço com alvos, mas nega esquema: “hora errada, lugar errado”

O vereador de Cuiabá, Alex Rodrigues, afirmou que teve apenas o celular apreendido durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (20), no âmbito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para investigar um suposto esquema de corrupção na Câmara de Várzea Grande. Além dele, o vereador e presidente da Casa de Leis eleito, Ilde Taques, também é alvo.

Segundo apurado, a investigação teve como alvo os vereadores de VG que participaram de um almoço organizado em maio deste ano, antes da eleição da Mesa Diretora. Uma denúncia foi feita ao Gaeco com base em uma foto tirada na ocasião. Entre os participantes do churrasco, estava Alex e Ilde.

Após ser alvo do Gaeco, Rodrigeus declarou à imprensa que foi até o almoço a convite do vereador Miguel Júnior, o Miguelzinho, que ele classificou como seu ‘amigo pessoal”. Segundo Alex, ele permaneceu no encontro por cerca de duas horas.

De acordo com o vereador, outros parlamentares que participaram do almoço também foram alvos da operação. A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, além de suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e atuação de organização criminosa.

Alex Rodrigues afirmou que pretende aguardar o acesso ao teor das investigações para prestar os esclarecimentos necessários. Ele negou envolvimento em irregularidades e declarou que está disposto a colaborar com as autoridades. “Tenho certeza que vamos esclarecer e vamos contribuir com a investigação”, afirmou.

O vereador também ressaltou que, em quase dois anos de mandato, não esteve envolvido em escândalos, nem mesmo durante o período em que atuou como secretário-adjunto de Obras.

Ao comentar a presença no encontro, Alex afirmou que estava “no lugar errado, na hora errada” e disse acreditar que conseguirá demonstrar que não teve participação em eventuais irregularidades.

Operação Cathedra Venalis
Deflagrada nesta terça-feira (20), a operação do Gaeco cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá.

Entre os alvos confirmados estão: Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Miguelzinho (Cidadania), Lucélia Oliveira (AGIR), Kleberson Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP), Wanderley Cerqueira (MDB), Gisa Barros (Podemos), Rogerinho Dakar (PSDB), o suplente de vereador Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara Municipal de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan.

Já em Cuiabá, os alvos são Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos.

A ação mobiliza mais de 200 policiais e busca reunir provas sobre uma possível organização criminosa voltada à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos e práticas de corrupção.

O cumprimento dos mandados e a apreensão de objetos não representam, por si só, comprovação de culpa dos investigados. As apurações seguem em andamento.

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