Ian dos Santos, 30 anos, morreu em confronto com policiais civis na manhã desta quarta-feira (26), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão da Operação Dissolução Forçada, em Sinop (a 500 km de Cuiabá). Segundo a Polícia Civil, o suspeito tentou fugir e sacou uma arma de fogo contra a equipe, que reagiu.
Conforme o delegado da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, José Getúlio Daniel, os policiais tentaram abordar Ian, mas ele reagiu e houve necessidade de intervenção armada. O homem foi atingido, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
“Polícia precisa agir dentro dos limites legais. Esse é um caso claro, o policial está exercendo sua função e o criminoso, com 4 homicídios e com pena de 13 anos, estava sendo investigado por integrar essa facção. É um criminoso há muito tempo praticando crimes violentos”, afirmou o delegado.
Ian era investigado por envolvimento com uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes violentos. Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 12 milhões entre 2024 e 2025.
A Operação Dissolução Forçada foi deflagrada nesta quarta-feira para desarticular o esquema financeiro da organização criminosa. Ao todo, são cumpridas 48 ordens judiciais em Mato Grosso, Paraná, Goiás e São Paulo.
Entre as medidas estão 18 mandados de busca e apreensão, 24 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, que podem chegar a R$ 12 milhões, e a suspensão das atividades de seis empresas.
Em Mato Grosso, as ações ocorrem em Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá. Também são cumpridas ordens em Loanda, no Paraná, Goiânia, em Goiás, e São Paulo (SP).
Segundo a Polícia Civil, empresas eram utilizadas para movimentar e dar aparência lícita a recursos provenientes das atividades criminosas. A investigação aponta que a estrutura empresarial era usada para ocultar os valores e dificultar o rastreamento do dinheiro.
A operação busca interromper o fluxo financeiro da facção e atingir o patrimônio utilizado para sustentar as atividades criminosas. A descapitalização também tem como objetivo reduzir a capacidade de reorganização do grupo e impedir o reinvestimento dos valores obtidos ilegalmente.
As investigações continuam para identificar outros integrantes e aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira utilizada pela organização criminosa.
