terça-feira, 25 de agosto de 2026
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OPERAÇÃO MANDATO ESPÚRIO

Após operação, Avallone aguarda defesa de Hugo Garcia antes de discutir caso no PSDB

Suplente de deputado foi alvo de busca e apreensão nesta terça-feira durante investigação sobre supostas irregularidades no IMAFIR-MT

O deputado estadual e presidente do PSDB em Mato Grosso, Carlos Avallone, afirmou que vai aguardar as explicações do suplente de deputado Hugo Garcia, alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (25), durante a Operação Mandato Espúrio, antes de convocar a executiva estadual do partido para discutir o caso.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), poucas horas após o cumprimento dos mandados judiciais. Segundo Avallone, o partido pretende ouvir a versão do correligionário antes de tomar qualquer decisão ou se manifestar publicamente sobre a investigação.

“O PSDB vai aguardar o Hugo Garcia apresentar suas explicações e a defesa dele sobre o caso. Assim que ele se manifestar ao partido, vou convocar a executiva estadual para avaliarmos a situação e nos posicionarmos publicamente”, afirmou.

Hugo Garcia, que é ex-gestor do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAFIR-MT), está entre os principais alvos da operação deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ele também concorre novamente a uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições deste ano.

Conforme apurado pela reportagem, policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá apreenderam na residência de Garcia quatro relógios de luxo da marca Rolex, além de armas, joias, celulares e documentos.

A investigação apura supostas movimentações financeiras e patrimoniais irregulares que ultrapassariam R$ 1 milhão no instituto ligado ao agronegócio. Desse montante, cerca de R$ 774 mil teriam sido transferidos para contas pessoais e de empresas ligadas ao então diretor-executivo.

Também são investigados repasses considerados suspeitos de aproximadamente R$ 270 mil para um escritório de advocacia.

Por determinação do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias, foram decretados o bloqueio das contas bancárias dos investigados e a proibição de novas movimentações financeiras em nome do instituto.

Até a publicação desta reportagem, a defesa de Hugo Garcia não havia se manifestado sobre a operação. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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